Etiene Medeiros é liberada para voltar à piscina após três semanas da cirurgia no ombro

Guarulhos (SP) – Boa notícia para a nadadora Etiene Medeiros. A nadadora do SESI-SP tirou os pontos nesta terça-feira, 20, da cirurgia que realizou no ombro direito e foi liberada para voltar às piscinas. Após três semanas apenas fazendo fisioterapia, Etiene caiu na água na manhã desta quarta-feira, 21, na piscina da Vila Leopoldina, na capital paulista.

“Ontem foi um dia bem legal, porque tirei os pontos, como combinado com o médico e ele me liberou da tipoia, só a usando quando vou para algum lugar com muita movimentação. Foram três semanas só de fisioterapia, parece até que passou rápido”, brincou.

Voltar à piscina animou ainda mais a pernambucana neste processo de recuperação. “Algumas coisas de movimentação de braço ainda sinto um pouco de dor, algo normal nesse processo, aos poucos vou ganhando novamente a amplitude dos movimentos com a fisioterapia, mas estou bem, feliz de, a cada semana estar evoluindo e hoje consegui cair na água depois de três semanas paradas foi bem importante. Cai na água com o braço parado, com a supervisão do Vanza. Treinei por cerca de 40 minutos, fiz um trabalho de perna, é uma boa evolução”, contou.

Claro que, como todo atleta de alto rendimento, a ansiedade bate para voltar a fazer tudo que fazia antes da operação, mas Etiene sabe que é preciso tempo para a recuperação total. “Estou positiva. Alguns dias fico ansiosa para querer estar logo na ativa, mas tenho mais três, quatro semanas pela frente de intensificar a fisioterapia, sem rodar o braço. Está sendo um tempo interessante de muita reflexão, de aprendizado fora da piscina”, finalizou.

RETROSPECTO I Etiene Medeiros passou por cirurgia no ombro direito no dia 29 de janeiro no Hospital Beneficência Portuguesa na capital paulista sob o comando do Dr. Breno Schor, médico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Na ocasião, a nadadora foi submetida a uma artroscopia para retirar um cisto sinovial e a previsão inicial era de fisioterapia logo na segunda semana pós cirurgia e volta à piscina entre 4 a 6 semanas de pós-operatório, o que foi cumprido à risca.

Desde o final de 2017 a pernambucana vinha sentindo dores no ombro e durante a disputa do Open e do Mundial Militar no Rio de Janeiro em dezembro passado as dores aumentaram, levando a atleta a fazer exames mais específicos até que no início de 2018 foi diagnosticada a necessidade da intervenção cirúrgica.